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Delegação iraquiana discute intercâmbio comercial no MDIC

Quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O vice-ministro das Relações Exteriores do Iraque, Labeed Majeed Aziz Abbawi, esteve, no final da tarde desta quarta-feira (26/10), no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para discutir o intercâmbio comercial do país com o Brasil.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Lacerda Prazeres, que recebeu a comitiva de representantes, considerou no encontro que as relações comerciais com o Iraque deverão ser intensificadas com a reabertura da embaixada brasileira em Bagdá, após a conclusão das obras de construção do edifício.

O comércio entre Brasil e Iraque apresentava, em 1980, uma corrente de comércio de US$ 4,1 bilhões. Este número, no entanto, foi se retraindo no período de guerras e conflitos militares no Iraque e, em 2010, foi de US$ 796 milhões. O valor do comércio bilateral na década de 80, porém, indica que pode ocorrer uma forte dinamização das relações comerciais bilaterais nos próximos anos com maior estabilidade no Iraque.

Neste contexto, a delegação de autoridades e empresários iraquianos demonstrou interesse em parcerias diversas com o setor produtivo brasileiro. Os iraquianos manifestaram intenção de comprar automóveis e aeronaves brasileiras, e ainda de aumentar a aquisição de açúcar.

Além disto, eles buscam a instalação de empresas construtoras brasileiras no país para as obras de reconstrução posterior ao período de guerras e conflitos. O governo iraquiano está em fase de análise para a definição de um plano de investimentos em infraestrutura.

Estima-se que o setor de transporte receberá, nos próximos anos, investimentos de US$ 10 bilhões e os setores de educação, água, saneamento e agricultura receberão cada US$ 5 bilhões. A área de saúde receberá aportes de US$ 3 bilhões e US$ 2 bilhões deverão ser alocados para o ensino superior. O Iraque também planeja a construção de 50 usinas termelétricas com contratos de construção de US$ 6,3 bilhões.

Outro objetivo expresso pela comitiva é o de atrair empresas mineradoras, especialmente, para a extração do fosfato, mineral abundante no Iraque. Esta extração seria estratégica para o Brasil pelo fato de o fosfato ser um dos principais insumos para a produção de fertilizantes, sendo este um dos mais importantes itens da pauta de importações brasileira para suprir a elevada produção agropecuária nacional.

Intercâmbio Comercial

No comércio entre Iraque e Brasil, são destacadas as compras de petróleo iraquiano pelo Brasil e as compras de produtos agrícolas brasileiros pelo Iraque. As exportações brasileiras, entre janeiro e setembro de 2011, foram de US$ 226 milhões e as importações provenientes do Iraque foram de US$ 677 milhões.

No período, os principais produtos brasileiros vendidos foram carne de frango (72,4% do total), açúcar refinado (17,8%) e carne bovina (5,5%). O único produto importado pelo Brasil do Iraque, no acumulado do ano, foi petróleo em bruto.

Veja as fotos do encontro.

Mais informações para a imprensa:
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André Diniz
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